O que são os oligoelementos e por que você deveria saber sobre isso?

Os oligoelementos são microminerais essenciais às funções celulares do corpo. A origem dessa denominação é grega e significa pequena quantidade de elementos. Também conhecidos como biocatalisadores, eles desempenham importantes funções metabólicas, sem apresentar risco de toxicidade ao organismo.

 

A principal maneira de nos abastecermos com esses elementos é por meio de uma alimentação balanceada e diversificada, já que eles são fundamentais à formação de dentes e ossos, além de auxiliar a transformar alimentos em energia e regular o equilíbrio de água no organismo, entre outros processos metabólicos e celulares. Continue a leitura para saber mais!

 

Qual é a importância dos oligoelementos para a saúde?

 

Assim como as vitaminas, os minerais participam das reações químicas necessárias à vida. Trata-se de substâncias que fazem parte da composição dos ossos, músculos e sangue, exercendo funções importantes e indispensáveis para as atividades do sistema nervoso. Além disso, elas protegem as células de oxidações indesejáveis.

 

Os elementos mais importantes, dos quais necessitamos em maior quantidade diária na alimentação, são minerais como cálcio, sódio, magnésio, fósforo e potássio. Já os oligoelementos são outras substâncias que se encontram na alimentação, porém em menor concentração.

 

Quais são os principais oligoelementos?

 

Os oligoelementos desempenham várias funções metabólicas no organismo, principalmente no que se refere à formação de enzimas vitais para diversos processos bioquímicos das células. Por serem eficientes em pequenas quantidades, um consumo excessivo é prejudicial à saúde. Veja a seguir quais são os principais oligoelementos e suas características.

 

Cobalto

 

É um dos componentes da vitamina B12, fundamental para a produção das hemácias:

 

  • fontes naturais: carnes e laticínios;
  • consequências da carência: distúrbios nervosos e anemia perniciosa, devido à falta de vitamina B12.

 

Cobre

 

Complementa a atividade do ferro na elaboração de hemácias, auxiliando no funcionamento da mielina e do sistema nervoso. Ajuda a neutralizar os radicais livres e combate inflamações, infecções e vírus:

 

  • fontes naturais: fígado, cogumelos, amêndoas, caju e leguminosas em geral são fontes naturais do cobre;
  • consequências da carência: fadiga, anemia, reumatismo e infecções.

 

Cromo

 

Trata-se de um oligoelemento muito importante para o metabolismo energético, já que potencializa os efeitos da insulina:

 

  • fontes naturais: cereais integrais, frutas cítricas, azeitonas e levedo de cerveja;
  • consequências da carência: diminuição da tolerância à glicose e neuropatia periférica.

 

Ferro

 

O ferro faz parte da composição da mioglobina, da hemoglobina e de enzimas respiratórias. É essencial ao processo de respiração celular, pois se liga ao O2 (transportando-o até as células) e ao CO2, para devolvê-lo ao ambiente externo:

 

  • fontes naturais: nozes, fígado, gema de ovo, legumes e vegetais verdes;
  • consequências da carência: anemia ferropriva.

 

Flúor

 

O flúor é um componente muito importante dos ossos e dentes, protegendo-os contra cáries:

 

  • fontes naturais: água fluorada, grãos, crustáceos e peixes;
  • consequências da carência: osteoporose e cárie dentária.

 

Iodo

 

Faz parte dos hormônios da tireoide, tendo como função estimular o metabolismo e participar da diferenciação fetal:

  • fontes naturais: frutos do mar, sal de cozinha iodado e laticínios;
  • consequências da carência: hipotireoidismo, bócio e detenção do crescimento fetal.

 

Manganês

 

Compõe as metaloenzimas e tem diversas funções, como a síntese de mucopolissacarídeos — que auxiliam na constituição de cartilagens. É importante observar que as artroses são alterações nas articulações que ocorrem devido à destruição e ao desaparecimento da cartilagem nessas regiões.

 

O manganês previne essa destruição, sendo muito eficaz contra as dores articulares provocadas por problemas nos discos cartilaginosos intervertebrais. Os mucopolissacarídeos também integram o colágeno e têm uma função importante na proteção da pele, dos músculos, tendões e ossos. Além disso, são indispensáveis à passagem do fluxo nervoso, à síntese da protrombina e à coagulação do sangue:

  • fontes naturais: gemas de ovo, cereais completos, carnes, nozes, aveia e leguminosas;
  • consequências da carência: irritabilidade, aterosclerose, artrite e falta de coordenação motora.

 

Selênio

 

Trata-se de um oligoelemento antioxidante que combate os radicais livres fabricados pelo organismo durante os processos metabólicos. Assim, o selênio ajuda a prevenir o câncer e a aterosclerose (depósito de gordura e colesterol nas artérias), além de agir contra o envelhecimento celular, proporcionar elasticidade aos tecidos e melhorar o sistema imune:

  • fontes naturais: castanha-do-pará, carnes de aves, limão, moluscos, fígado e leguminosas;
  • consequências da carência: envelhecimento precoce, alterações musculares e cardíacas, alta taxa de colesterol e propensão ao desenvolvimento de câncer.

 

Zinco

 

Integra a composição de numerosas metaloenzimas e uma infinidade de processos vitais do organismo. O zinco tem um papel importante no aparelho genital masculino, já que o órgão mais rico nesse oligoelemento é a próstata. Assim como os flavonoides e a vitamina E, o zinco é um inibidor de radicais livres, sendo importante no processo de desintoxicação do organismo e muito utilizado na prática ortomolecular:

 

  • fontes naturais: carne de frango, fígado bovino, soja e girassol;
  • consequências da carência: doenças de pele, interferência no desenvolvimento dos órgãos genitais em adolescentes, ausência de ereção, aumento no volume da próstata, fadiga e perda de olfato, paladar ou libido.

 

Como os oligoelementos são utilizados na indústria de cosméticos?

 

Como apresentam uma função biocatalisadora, que é a capacidade de potencializar o efeito de qualquer princípio ativo contido em uma formulação sem modificá-la, os oligoelementos são excelentes aliados da indústria cosmética. Eles são muito utilizados em produtos para o cabelo, pois apresentam alta capacidade para hidratar e proporcionar maleabilidade, brilho e volume controlado.

 

Os oligoelementos protegem a superfície do fio por meio de peptídeos e frações proteicas de pesos moleculares altos, que auxiliam a controlar o volume e nutrir os fios. Assim, é possível promover a regeneração e o aumento do conteúdo hídrico, responsável pela hidratação junto à fibra capilar.

 

Para a fabricação de cosméticos que visam ao tratamento da pele, as principais combinações utilizadas são:

  • cálcio e magnésio — intervêm na síntese do colágeno e da elastina, garantindo firmeza e resistência à pele;
  • cobre com enxofre — inibe e controla os processos infecciosos;
  • ferro — produz energia e oxigênio para as células;
  • lítio — contribui no metabolismo da água;
  • manganês e cobre — funcionam como tonificante e dessensibilizante da pele;
  • selênio — inibe a oxidação das células;
  • silício — participa da reconstituição dos tecidos;
  • sódio com potássio — promove a harmonia da pele e mantém sua hidratação;
  • zinco e alumínio — acelera a cicatrização.

Como vimos, os oligoelementos são microminerais essenciais ao desempenho de diversas funções do organismo. Assim, é muito importante saber como eles agem e quais são fundamentais para a prevenção de doenças e a manutenção da saúde ou da beleza. Isso nos ajuda a selecionar alimentos e cosméticos de acordo com as nossas reais necessidades.

 

Gostou deste artigo? Que tal saber mais sobre a manutenção da saúde e da beleza? Veja de quanto em quanto tempo você deve ir ao médico!

 

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