Esclerose múltipla: entenda o que é e quais os sintomas mais comuns

A esclerose múltipla (EM) é uma disfunção autoimune que atinge o sistema nervoso, devido a uma alteração no sistema imunológico, que confunde as células normais com as invasoras. Em defesa, o organismo as ataca e destrói a bainha de mielina — camada protetora dos nervos.

Esse processo, chamado de desmielinização, interfere diretamente na comunicação do sistema nervoso com as demais regiões do corpo e provoca dificuldades sensitivas, motoras, cognitivas e cerebelares. Dessa forma, o paciente não consegue realizar movimentos básicos, como segurar um copo.

Neste artigo, vamos comentar sobre a esclerose múltipla, abordando as principais causas, sintomas, diagnóstico e tratamentos que visam à melhoria da qualidade de vida. Continue lendo para saber mais!

Fatores de Risco

Os principais fatores de risco são:

  • idade — a maioria dos casos é diagnosticada quando o paciente tem entre 20 e 40 anos;
  • sexo — as mulheres apresentam três vezes mais probabilidade de desenvolver a doença;
  • histórico familiar;
  • etnia (caucasianos);
  • regiões geográficas — Austrália, Canadá, Europa, Estados Unidos e a Nova Zelândia são as áreas com maior número de ocorrências, embora os motivos ainda não sejam conhecidos;
  • doenças autoimunes;
  • vírus — Epstein-Barr (mononucleose), varicela-zóster.

Outro fator importante é o tabagismo, que pode desencadeá-la ou agravar as crises.

Sintomas mais comuns da esclerose múltipla

A EM se manifesta em crises, com intervalos variáveis — alguns pacientes apresentam ocorrências espaçadas e discretas, enquanto outros podem ter surtos mais intensos, que muitas vezes provocam alterações permanentes.

Os sintomas surgem na juventude e são transitórios, podendo acontecer a qualquer momento. Eles duram cerca de uma semana, indo e voltando, independentemente de tratamentos.

Por ser uma doença silenciosa, as pessoas podem passar dois ou três anos com pequenos sintomas sensitivos, turvações na visão ou alterações no controle da urina sem dar a devida importância.

Entretanto, com a evolução do quadro, esses sintomas podem reaparecer de forma ampliada, como:

  • desequilíbrio corporal;
  • entorpecimento ou formigamento — nos membros inferiores ou em um lado do corpo;
  • falta de controle dos esfíncteres;
  • fraqueza;
  • perda visual prolongada ou visão dupla;
  • tremores.

Esses sintomas podem sofrer variações em cada crise, dependendo do nervo afetado. Dessa forma, é fundamental realizar exames para um correto diagnóstico.

Diagnóstico da EM

O diagnóstico é realizado por um neurologista em exame clínico e complementado por ressonância magnética. Dependendo do caso, é possível que haja a necessidade de outros exames para excluir diferentes doenças com os mesmos sintomas.

Formas de tratamento

Por ser uma doença inflamatória, com manifestações recorrentes, o tratamento é realizado visando à abreviação da fase aguda e o aumento do intervalo entre uma crise e outra.

Alguns medicamentos podem ser prescritos, como os indicados para dor, depressão, controle da bexiga ou intestino, relaxamento muscular e redução da fadiga. Para auxiliar na reabilitação, são realizados exercícios físicos e fisioterapia.

Um dos tratamentos que pode ajudar de forma efetiva na reabilitação do paciente com esclerose múltipla é o que promove a saúde integrativa, oferecido pela Clínica Integrative. Com foco nos sintomas, esse sistema trata o paciente de maneira global, proporcionando melhoria na qualidade de vida.

Como vimos, a esclerose múltipla atinge o sistema nervoso central e destrói a bainha de mielina, fundamental para realizarmos movimentos envolvidos nas atividades cotidianas. Nesse sentido, aos primeiros sintomas, é essencial buscar ajuda especializada para um correto diagnóstico e tratamento.

Agora que você já sabe o que é esclerose múltipla, continue aprendendo com nosso blog: entenda o que são e como evitar doenças hereditárias!