Afinal, o que são doenças neurodegenerativas e quais as principais?

Os neurônios são unidade-base do sistema nervoso, que envolve o cérebro e a medula espinhal. Não há reprodução e, por isso, quando morrem, não são substituídos. As doenças neurodegenerativas, portanto, são incuráveis e debilitantes, prejudicando a mobilidade e as funções mentais.

O Alzheimer, Parkinson, e Huntington são alguns dos exemplos de problemas causados em função dessas doenças. São enfermidades que ainda não podem ser curadas e causam degeneração progressiva e agravamento dos sintomas, interferindo na qualidade de vida dos portadores.

Você quer entender melhor sobre as doenças neurodegenerativas? Continue a leitura deste artigo e entenda as principais delas, os sinais iniciais e sintomas. Confira a seguir!

Principais doenças neurodegenerativas

Alzheimer

A doença se inicia quando algumas proteínas começam a ser processadas com erro do sistema nervoso central. Fragmentos de proteínas tóxicas ocupam neurônios e os espaços entre eles, causando a perda em regiões cerebrais, como o hipocampo e o córtex cerebral.

É uma enfermidade neurodegenerativa progressiva que causa deterioração da memória, cognitiva e comprometimento das atividades cotidianas. As regiões cerebrais afetadas são fundamentais para controlar a memória, a linguagem, o raciocínio e o pensamento abstrato.

Entre os principais sintomas estão:

  • perda de memória recente;
  • repetição de perguntas;
  • lentidão para acompanhar pensamentos complexos;
  • dificuldade para lembrar palavras durante uma fala;
  • interpretação errada de estímulos visuais ou auditivos;
  • mudança de comportamento.

Parkinson

A dopamina ajuda o cérebro a controlar os movimentos musculares e na doença de Parkinson as células nervosas destroem a substância. Isso impede que as mensagens sejam enviadas corretamente e causa perda da função muscular progressivamente.

Os sintomas mais comuns são:

  • rigidez muscular;
  • movimentos lentos;
  • tremores;
  • passos mais curtos;
  • menos movimento dos braços ao andar;
  • inclinação do corpo para frente;
  • dificuldade de engolir.

Esclerose múltipla (EM)

Uma doença que afeta os nervos ópticos, a medula espinhal e o cérebro e ocorre porque o sistema imunológico confunde células saudáveis com intrusas e acaba as atacando. Isso provoca lesões, resultando na deterioração dos nervos em um processo irreversível.

Os sintomas incluem:

  • fadiga;
  • perda de força;
  • formigamento;
  • desequilíbrio do corpo;
  • dores crônicas;
  • espasmos musculares;
  • dificuldades cognitivas;
  • falta de coordenação motora.
  • problemas para se movimentar.

Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA)

A doença ataca o sistema nervoso de forma progressiva e degenerativa, causando paralisia motora irreversível. Não há cura e com o agravamento da doença o paciente perde a capacidade funcional de cuidar de si mesmo. O que ocorre é a morte dos neurônios e, por isso, a incapacidade de comunicação com os músculos.

São vários sintomas, entre eles:

  • perda da coordenação muscular;
  • fraqueza;
  • engasgar com facilidade;
  • cãibras e contrações musculares;
  • cabeça caída;
  • dificuldade de respirar e engolir;
  • alteração na voz.

Huntington (DH)

É uma enfermidade hereditária que ocasiona em uma degeneração progressiva nas células nervosas cerebrais. É causada por uma deformidade genética no gene do cromossomo 4 que afeta na capacidade cognitiva, motora e emocional.

Os principais sintomas são:

  • movimentos involuntários;
  • rigidez ou contração muscular;
  • dificuldade de equilíbrio;
  • impulsividade;
  • lentidão de pensamento;
  • dificuldade de guardar novas informações;
  • irritabilidade;
  • apatia;
  • fadiga.

Embora as doenças neurodegenerativas não tenham cura, o diagnóstico precoce é de extrema importância. Quanto mais cedo forem detectadas, melhor é a atuação do tratamento medicamentoso e outras terapias que vão proporcionar qualidade de vida ao paciente.

Procure manter hábitos saudáveis, dormir bem, se alimentar de forma equilibrada, praticar atividades físicas e estimular o cérebro com atividades constantes. Além disso, vá ao médico com regularidade e realize check-up anual. Assim, se houver algum indício que possa ser indicativo de doenças neurodegenerativas ficará mais fácil diagnosticar.

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