A importância da nutrição infantil e adulta

A importância da nutrição em todas as fases da vida precisa ser cada vez mais discutido. Ter bons hábitos alimentares gera uma melhor qualidade de vida das pessoas, em especial nos hábitos quando nos tornamos adultos.

Com o crescimento de algumas doenças em crianças como obesidade e hipertensão e o aparecimento de enfermidades graves em adultos, torna-se cada vez mais importante defender a ideia de que a nutrição infantil tem um papel essencial para a formação física e psicológica.

Neste artigo vamos comentar sobre a importância da nutrição durante todas as fases da vida, bem como as principais consequências das escolhas erradas na alimentação e os benefícios de se ter um acompanhamento profissional. Continue lendo para saber mais!

A importância da nutrição em cada fase da vida

A alimentação é um dos pilares mais importantes para o desenvolvimento infantil e obtenção de uma vida saudável e longeva. Dessa forma, é essencial considerar as necessidades nutricionais em cada fase da vida, conforme comentaremos a seguir.

Aleitamento materno

O leite materno contém proteínas, lipídios, calorias, e diversos nutrientes necessários para o crescimento e desenvolvimento da criança. A constituição do leite materno é altamente benéfica para as conexões cerebrais e para o fortalecimento do sistema imunológico. Por meio do leite materno, o bebê recebe anticorpos da mãe, o que diminui o surgimento de inflamações e infecções. O aleitamento materno exclusivo é indicado até o sexto mês de vida da criança.

Nutrição no sexto mês de vida

Após o sexto mês, se torna indicada a introdução de uma alimentação complementar mais sólida, como papinhas de frutas e alimentos indicados pelo pediatra e que devem ser ricos em nutrientes, como arroz, feijão e batata. A água também deve ser introduzida na dieta infantil, garantindo a hidratação ideal.

A partir dessa idade é que a maioria das crianças alcança o estágio de desenvolvimento neurológico e geral, relacionados à mastigação, deglutição, digestão e excreção. Esses processos orgânicos permitem a ingestão de outros alimentos com texturas diferentes.

De 1 a 2 anos

Nessa fase, a criança já pode fazer as refeições junto com a família, comendo os mesmos alimentos. A alimentação deve ser leve, com pouco tempero e oferecida em pedaços, desfiada ou amassada. Para beber, a preferência deve ser a água pura e de boa qualidade. Já os sucos devem ser naturais, sem a adição de açúcar. O leite materno deve continuar até os dois anos de idade de acordo com as orientações médicas.

De 2 a 8 anos

A partir dos 2 anos, é importante que a criança mantenha as três principais refeições (café, almoço e ceia), com pequenas quantidades de alimentos ao longo do dia. Ela precisa consumir alimentos ricos em fibras, como laranjas (tomar cuidado com bagaço para não possibilitar engasgo), maçã, cenoura e brócolis. Além disso, carnes, peixes, ovos e outras fontes de proteínas devem estar presentes nas refeições.

De 8 a 10 anos

As necessidades nutricionais anteriores continuam válidas para crianças na fase de 8 a 10 anos. Assim, é importante manter uma alimentação saudável, com frutas, verduras, legumes, cereais e carnes. Os produtos industrializados devem ser sempre evitados.

Alimentação na adolescência

De acordo com OMS (Organização Mundial da Saúde), a adolescência se inicia aos 10 anos e termina aos 20 anos, com intensas alterações físicas, psicológicas e comportamentais. Nessa fase, o rápido desenvolvimento físico exige maior quantidade de calorias.

A falta de alimentos essenciais pode interferir na obtenção da altura total, bem como na disposição mental e física, interferindo em suas atividades e desenvolvimento. Veja, a seguir, as vitaminas e minerais que podem ficar abaixo das necessidades diárias nesse período da vida e quais alimentos devem ser consumidos para que elas sejam, supridas.

  • Ácido fólico: vegetais folhosos, legumes, miúdos, milho, amendoim e levedo;
  • Ferro: fígado, carnes vermelhas, miúdos, leguminosas, gema de ovo, frutas secas e vegetais folhosos verde-escuros;
  • Vitamina A: fígado, ovos, óleo de peixe, folhosos verde-escuros vegetais, frutas e legumes amarelados e/ou verde-escuros;
  • Vitamina B6: fígado, carnes vermelhas, leite, ovos, germe de trigo;
  • Vitamina E: hortaliças de folhas verdes, gema de ovo, gordura do leite e nozes;
  • Zinco: carnes brancas e vermelhas, fígado, ovos, frutos-do-mar, lentilha, cereais integrais e germe de trigo.

Nutrição na fase adulta

Os hábitos alimentares adquiridos na infância e adolescência tendem a se perpetuar na fase adulta, impactando na saúde e qualidade de vida. É nessa fase que o corpo entra em processo de envelhecimento e, caso não tenha recebido os nutrientes necessários nos anos anteriores, poderá servir de acesso a inúmeras doenças crônicas.

Em geral, é possível identificar dois grandes problemas de alimentação na fase adulta. O primeiro se deve ao erro na hora da escolha do cardápio e o segundo se relaciona a um grande intervalo de tempo em que as pessoas podem passar sem se alimentar.

Essa combinação negativa leva a doenças, como a hipertensão, obesidade, diabetes e problemas cardiovasculares. Nesses casos, as pessoas tendem a buscar tratamento apenas com medicamentos, não prestando atenção aos alimentos que estão ingerindo e nem procurando entender um pouco mais sobre os nutrientes essenciais para uma vida saudável.

Alimentação na terceira idade

A partir dos 60 anos, é importante manter uma alimentação que contenha nutrientes importantes para essa fase da vida, como as vitaminas A e C, cálcio, ferro e zinco. Além disso, outros nutrientes fundamentais, são:

  • Fósforo: que pode ser encontrado em semente de abóbora seca, amêndoa, soja assada, castanha do Brasil, sardinha, semente de girassol e amendoim;
  • Magnésio: que encontramos em vegetais folhosos, legumes, nozes, cereais. produtos marinhos e derivados do leite;
  • Vitamina B12: que estão disponíveis em alimentos de origem animal, como carne, fígado, peixes e ovos;
  • Vitamina D: presente no leite e seus derivados, ovos e peixes.

A nutrição ideal na infância para uma vida adulta mais saudável

É possível introduzir uma alimentação adequada na infância, com a formação de bons hábitos alimentares que deve se iniciar o mais cedo possível. Para tanto, é preciso apresentar à criança uma grande variedade de alimentos, dando preferência aos mais nutritivos, como legumes, frutas e verduras, sucos naturais, carnes magras, peixes, feijões, arroz etc.

Quando a criança rejeita algum alimento, é importante não insistir no momento e oferecê-lo após alguns dias, para que o paladar se acostume com diferentes sabores, texturas e cores. Também é fundamental retardar ao máximo o consumo de doces, chocolates e refrigerantes. Escolha sempre descascar em vez de desempacotar/ desembalar.

A importância do acompanhamento de um profissional

Quando as complicações da saúde surgem, independentemente da idade, é muito importante consultar um profissional, já que a base para uma vida mais saudável se encontra nos nutrientes que o corpo necessita. Nesse sentido, é importante considerar que a doença se estabelece em um organismo desequilibrado por uma alimentação inadequada e excesso de toxinas.

Por meio de exames específicos e orientações nutricionais, é possível restabelecer a saúde de maneira integrativa por meio do reequilíbrio do organismo. E isso acontece, muitas vezes, apenas com o controle alimentar e reposição de vitaminas e sais minerais.

A importância da nutrição deve ser considerada em todas as fases da vida, já que o desenvolvimento físico e o equilíbrio da saúde dependem essencialmente de nutrientes encontrados nos diferentes alimentos. Nesse sentido, para garantir mais saúde e qualidade de vida é muito importante observar as necessidades diárias de vitaminas, proteínas e sais minerais e ter o acompanhamento de um especialista.

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